Energia HidroEléctrica
Energia hidroeléctrica provém da força das águas, produzida através do potencial existente num rio, reflectido nos desníveis naturais ou artificiais.
Por norma, constroem-se diques que represam o curso da água, que se acumula num reservatório, a barragem. Noutros casos, existem diques que não param o curso natural da água, mas que a obrigam a passar pela turbina, para produção de energia eléctrica.
Quando se abre as comportas das barragens, a água passa pelas turbinas, fazendo com que as lâminas girem e, a partir deste processo, a energia mecânica é transformada em energia eléctrica.

A energia eléctrica produzida passa, através de cabos ou outros condutores, até ao transformador elevador, onde a sua tensão ou voltagem é transformada para que possa ser levada até aos consumidores finais.
O impacto da construção de uma represa é relativamente bem documentado e está relacionado com a dimensão, o volume e o tempo de retenção do reservatório, bem como com a sua localização. Entre os vários impactos detectáveis, destacam-se as inundações em áreas agrícolas, a perda de vegetação e fauna, as alterações das migrações dos peixes, a alteração da fauna do rio, a interferência no transporte de sedimentos, entre outros.
Por outro lado, a construção de reservatórios traz consigo bastantes vantagens: produção de energia eléctrica, retenção de água a nível regional, aumento da quantidade de água potável e reservas hídricas, potencialidades turísticas, novas potencialidades de rega agrícola, mais produção de peixe em aquacultura, regulação do fluxo de inundações, postos de trabalho, entre outras.
O aproveitamento deste recurso energético está, por norma, associado a grandes investimentos e a infra-estruturas de grande dimensão. Por vezes, esta fonte energética não é incluída nas fontes renováveis, devido ao impacte ambiental que pode ter no meio ambiente e nos ecossistemas.
Existem, ainda, alguns constrangimentos que devem ser ultrapassados para que o desenvolvimento do potencial hídrico do País seja efectivo, nomeadamente a articulação entre os vários intervenientes no processo de licenciamento, a eliminação das indefinições na gestão dos recursos, a certificação dos promotores e consultores, entre outros.


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