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Energia Eólica

10 Fevereiro 2009 1.502 3 Comentários

A energia eólica tem sido aproveitada desde a antiguidade para mover os barcos impulsionados por velas ou para fazer funcionar a engrenagem de moinhos, ao mover as suas pás. Nos moinhos de vento a energia eólica era transformada em energia mecânica, utilizada na moagem de grãos ou para bombear água. Os moinhos foram usados para fabricação de farinhas e ainda para drenagem de canais, sobretudo nos Países Baixos.

Na atualidade utiliza-se a energia eólica para mover aerogeradores – grandes turbinas colocadas em lugares de muito vento. Essas turbinas têm a forma de um catavento ou um moinho. Esse movimento, através de um gerador, produz energia elétrica. Precisam agrupar-se em parques eólicos, concentrações de aerogeradores, necessários para que a produção de energia se torne rentável, mas podem ser usados isoladamente, para alimentar localidades remotas e distantes da rede de transmissão. É possível ainda a utilização de aerogeradores de baixa tensão quando se trate de requisitos limitados de energia eléctrica.

A energia eólica é hoje considerada uma das mais promissoras fontes naturais de energia, principalmente porque é renovável, ou seja, não se esgota. Além disso, as turbinas eólicas podem ser utilizadas tanto em conexão com redes elétricas como em lugares isolados.

Em 2005 a capacidade mundial de geração de energia elétrica através da energia eólica era de aproximadamente 59 gigawatts, – o suficiente para abastecer as necessidades básicas de um país como o Brasil – embora isso represente menos de 1% do uso mundial de energia.

Em alguns países, a energia elétrica gerada a partir do vento representa significativa parcela da demanda. Na Dinamarca esta representa 23% da produção, 6% na Alemanha e cerca de 8% em Portugal (dados de setembro de 2007) e na Espanha. Globalmente, a geração através de energia eólica mais que quadruplicou entre 1999 e 2005.

A energia eólica é renovável, limpa, amplamente distribuída globalmente, e, se utilizada para substituir fontes de combustíveis fósseis, auxilia na redução do efeito estufa.180px Greenpark wind turbine arp Energia Eólica

O custo da geração de energia eólica tem caído rapidamente nos últimos anos. Em 2005 o custo da energia eólica era cerca de um quinto do que custava no final dos anos 90, e essa queda de custos deve continuar com a ascensão da tecnologia de produção de grandes aerogeradores. No ano de 2003 a energia eólica foi a forma de energia que mais cresceu nos Estados Unidos.

A maioria das formas de geração de eletricidade requerem altíssimos investimentos de capital e baixos custos de manutenção. Isto é particularmente verdade para o caso da energia eólica, onde os custos com a construção de cada aerogerador podem alcançar milhões de reais, os custos com manutenção são baixos e o custo com combustível é zero. Na composição do cálculo de investimento e custo nesta forma de energia levam-se em conta diversos fatores, como a produção anual estimada, as taxas de juros, os custos de construção, de manutenção, de localização e os riscos de queda dos geradores. Sendo assim, os cálculos sobre o real custo de produção da energia eólica diferem muito, de acordo com a localização de cada usina.

Apesar da grandiosidade dos modernos moinhos de vento, a tecnologia utilizada continua a mesma de há 1000 anos, tudo indicando que brevemente será suplantada por outras tecnologias de maior eficiência, como é o caso da turbovela, uma voluta vertical apropriada para capturar vento a baixa pressão ao passar nos rotores axiais protegidos internamente. Esse tipo não oferece riscos de colisões das pás com objetos voadores (animais silvestres) e não interfere na áudiovisão. Essa tecnologia já é uma realidade que tanto pode ser introduzida no meio ambiente marinho como no terrestre.

3 Comentáios »

  • Mauro Burlamaqui Sampaio escreveu:

    Um mal menor.

    Alguma coisa tem sido dita em relação a poluição visual e sonora das torres eólicas mas, a realidade é que comparativamente às outras hipóteses de gerar energia esta , continua a ser uma mais valia .

    Uma mais valia inclusive para o emprego e dinamização em Portugal de zonas desertificadas do interior pelas mais variadas razões o que por si só acaba por gerar outro tipo de riqueza , o desenvolvimento regional .

    Existem já algumas pequenos conselhos que exportam energia , criando assim uma fonte de receita para fazer outros investimentos locais,

    De facto , enquanto empresa a EDP necessita de crescer e é imprescindível investir no mercado exterior independentemente da possibilidade de maior ou menor crescimento do mercado interno.

    Bem haja , boas ideias .

    Mauro Burlamaqui Sampaio

  • Thaís escreveu:

    Realmente, os impactos ambientais que ambas causam nem se comparam a de outras energias, como a hidrelétrica ou nuclear, por exemplo. Energias totalmente limpas e inesgotáveis e não emitem o dióxido de carbono(gás responsável pelo efeito estufa), tudo de bom!. Tomara que o Brasil(governantes) resolva investir bastante nesse potencial que o Brasil, enquanto país de clima temperado, têm.

    Abraços.

  • Técnico de Energias Renováveis escreveu:

    [...] OBJECTIVOS: Este curso pretende promover a utilização das Fontes de energias renováveis, bem como as tecnologias aplicadas. Bem como fornecer a qualificação inicial necessária dos formandos, dotando-os de conhecimentos teórico-práticos imprescindíveis no desempenho da actividade de Instalador de Sistemas Solares Térmicos, e desenvolver competências nos domínios da Energia Solar Fotovoltaica e da Energia Eólica. [...]

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